Santos

Manejo de árvores em Santos preserva espécies e reduz em 52% o número de quedas


O número de queda de árvores neste ano em Santos diminuiu 52% em comparação ao mesmo período em 2022. O trabalho de manejo arbóreo realizado na Cidade, uma das mais arborizadas do Brasil, com cerca de 35 mil árvores, é responsável pela redução significativa.

Realizado pela Coordenadoria de Paisagismo (Copaisa), da Secretaria das Prefeituras Regionais (Sepref), o trabalho atende a cerca de 4.500 vegetais por mês. Todo serviço de poda é realizado por profissionais capacitados e acompanhado por engenheiro agrônomo em campo, seguindo laudos técnicos.

Cada espécie necessita de um tipo de poda. E aquelas mais drásticas, esteticamente feias, feitas em alguns ingazeiros, evitaram um número maior de quedas de árvores após o temporal da última sexta-feira (3), quando Santos registrou ventos de até 151km/h. Foram apenas 70 ocorrências envolvendo vegetais (menos de 0,02% do total de árvores do Município). 

“O que para um leigo em arborização urbana pode parecer uma poda incorreta, na prática o serviço salva a vida do vegetal. A redução de copa, por exemplo, traz um corte mais drástico, porém é fundamental para que a árvore brote novamente, eliminando assim o risco de queda”, explica o coordenador da Copaisa, Thiago Santana.

O trabalho realizado em Santos é referência no Brasil. “Os números positivos de Santos nos últimos anos, sobretudo os registrados em 2023, já foram mencionados até em conferências sobre o tema”, salientou Santana, lembrando ainda da menção à Cidade pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) no Fórum Paulista de Arborização Urbana, realizado em São Paulo entre os dias 26 e 27 de outubro.

TIPOS DE PODA 

Cada espécie necessita de um tipo de poda, que pode ser dividida em manutenção e limpeza (retirada de brotos doentes ou quebrados), aeração (abertura da copa para passagem do vento) e formação (condução de galhos para determinada direção). O vegetal recebe um tipo de poda em função de sua espécie, forma de crescimento, estado fitossanitário, localização e interferência com o mobiliário urbano (principalmente redes aéreas).

Todas as árvores de Santos passam por vistoria prévia feita por engenheiros agrônomos ou florestais, os quais definem o tipo de manejo. As podas são realizadas por bairros, respeitando o ciclo vegetativo das árvores, mas casos emergenciais são atendidos pontualmente.

INGAZEIROS E OUTRAS ESPÉCIES

Cerca de 80% da arborização urbana é composta por ingazeiros. Santos foi arborizada com essa espécie na década de 1970, quando não se tinha conhecimento do comportamento da árvore quando adulta.

“Como forma copa densa, com grande desenvolvimento vegetativo e não tolera solo salobre, o ingazeiro precisa receber poda de redução de copa para evitar a queda por rajadas de vento”, salientou a engenheira agrônoma da Copaisa, Ana Paula Matusevicius. 

“Os vegetais que receberam esse serviço na Avenida dos Bancários (Ponta da Praia) e na Praça Aparecida (Aparecida) permaneceram intactos após a última ventania”, complementou a especialista. Outros gêneros que também podem ser vistos na Cidade são saboneteira, chapéu-de-sol e jambolão, este com presença massiva na região do canal 3.

REMOÇÃO

Já algumas espécies precisam ser removidas, como a falsa seringueira, uma vez que sua raiz cresce de forma desordenada no meio urbano, muitas vezes penetrando muros e tubulações. De nome científico Ficus elástica, sua remoção está designada por meio de uma Portaria Municipal de 2020 e vem sendo realizada de forma gradativa. No local desses vegetais são plantados ipê branco, pata-de-vaca e quaresmeira.

AUMENTO DO PLANTIO

Além da manutenção e preservação das árvores, nota-se também o aumento do plantio, sobretudo por meio de compensações ambientais. Santos já bateu a marca de plantios do ano passado, quando foram plantadas quatro mil novas mudas, somente de janeiro a outro deste ano. A meta de cinco mil novas árvores será alcançada até dezembro.

SERVIÇO

Dúvidas, sugestões, queixas e solicitações para a Copaisa podem ser registradas por meio dos canais da Ouvidoria: telefone 162, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, internet (www.santos.sp.gov.br/ouvidoria) ou no Paço Municipal (Praça Visconde de Mauá s/nº – térreo), das 10h às 16h. 

Esta iniciativa contempla o item 15 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Proteger a Vida Terrestre. 
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Informações da Prefeitura de Santos

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